segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

AMADURECENDO COMO LEVITAS

 

OSÉIAS 6: 1,2 e 3
Vinde, e tornemos para o SENHOR, porque ele nos despedaçou e nos sarará; fez a ferida e a ligará. Depois de dois dias, nos revigorará; ao terceiro dia, nos levantará, e viveremos diante dele. Conheçamos e prossigamos em conhecer ao SENHOR; como a alva, a sua vinda é certa; e ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra.
A Palavra do Senhor é sempre muito clara. Ele, em todo o tempo nos orienta a buscá-lo mais, conhecê-lo mais, e crecermos espiritualmente. O apóstolo Paulo nos fala de deixarmos de ser meninos, e crescermos em maturidade.
1 Coríntios 13:11
Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino.
Tenho dois filhos. É maravilhoso ver eles atuando como meninos, como crianças, porque esta é a idade deles. Porém, se com o passar do tempo, eles continuarem com atitudes de criança, não crescerem, ficarei muito preocupado.
Na igreja podemos ver que o tempo vai passando, e muitos não vão amadurecendo. Continuam com as coisas de menino, continuam com valores, desejos, pensamentos infantis quanto às questões espirituais.
Quero deixar algumas preciosas lições para nós neste texto.
Primeiro:
Se o tempo vai passando, precisamos caminhar para frente, em maturidade espiritual.BGCOLOR=#282828 Segundo:
Se vamos crescendo, abandonando as coisas de "menino", vamos nos aprofundando no relacionamento com o Pai.
Terceiro:
Se estamos caminhando dentro da vontade do Senhor de crescimento para nós, vamos tomando mais responsabilidades com o Reino.
No ministério de louvor, precisamos crescer sempre em algumas questões:
1. O QUE É SER LEVITA? Levita é o servo. Levita e todo aquele que dispõe os talentos que Deus concedeu, para o trabalho do Reino. A "criança" se preocupa apenas em tocar, em cantar, sobretudo nos "grandes cultos". Se vamos nos amadurecendo, irmão, vamos entendendo a seriedade de estamosr no altar para cultuarmos ao Senhor.
2. COMO ATUA O LEVITA NA IGREJA? Ele foi dado por Deus como substistituto dos primogênitos. De uma forma bem clara, quando nos colocamos diante da Igreja para servir com nossos dons, quando nos empreendemos na realização do culto ao Senhor, como levitas estamos substituindo uma família. Alguém que está no templo, mas que não está adorando ao Senhor, alguém muito necessitado, alguém oprimido ou bloqueado pelo inimigo. Enquanto servimos ao Senhor cantando ou tocando, estamos elevando a Ele um culto, e Ele recebe por nós e por mais alguém. Isto é maravilhoso, mas é responsabilidade também. Eu preciso estar com a minha vida diante do Senhor de forma limpa, transparente. Não posso ser "menino", tenho que buscar seriamente, crescer com o Senhor, crescer na Palavra.
Confira em Números 3:12 a 45 - 8: 16, 17, 18.
3. O QUE É O LOUVOR DA IGREJA?
O louvor ao Senhor é uma grande batalha.
· Guerreamos contra nossa carne, para elevarmos a Ele um louvor em espírito.
· Guerreamos contra nossa alma, para não buscarmos apenas o que nos agrada, nos emociona, ou nos interessa. Precisamos buscar o que o Espírito Santo deseja que ofertemos ao Senhor.
· Guerreamos contra satanás e seus demônios, que não querem que adoremos ao Senhor. Eles trabalham intensamente para que as vidas não sejam tocadas pela unção do Espírito Santo.
NÃO ESTAMOS EM UMA APRESENTAÇÃO, UM SHOW. NÃO ESTAMOS REALIZANDO NOSSO HOBBY, NÃO ESTAMOS FAZENDO O QUE GOSTAMOS E SABEMOS. NO LOUVOR, ESTAMOS EM UMA GUERRA ESPIRITUAL INTENSA.
ESTA GUERRA NÃO SE VENCE GRITANDO MUITO OU DECLARANDO ALGUMAS FRASES DE IMPACTO. ESTA GUERRA SE VENCE COM A VIDA 24 HORAS POR DIA NO ALTAR DO SENHOR.
ISTO NÃO É COISA PARA "MENINOS", PARA CRIANÇAS ESPIRITUAIS, mas para todo aquele que deseja crescer em Deus.
Minha oração, meu desejo ao escrever para você, é que todos nós possamos estar nesta caminhada de amadurecimento. Todos nós.
Meu irmão querido, não fique de fora deste projeto maravilhoso do Senhor com a Sua Igreja.
Busque a Ele dia após dia. Leia mais a Palavra, ore mais, jejue. Tenha seu tempo particular de louvor e adoração ao Senhor todo dia.
Permita que o fruto do Espírito Santo cresça cada dia mais em sua vida.
QUANDO CRESCEMOS, PODEMOS DESFRUTAR DE COISAS MARAVILHOSAS PREPARADAS PARA OS FILHOS MADUROS, QUE FRUTIFICAM NO REINO.
GLÓRIA AO SENHOR. ISTO É PARA VOCÊ, É PARA NÓS.
SEJA ABENÇOADO!

A IGREJA QUE FAZ A DIFERENÇA

 

Mateus 26.17-30

Introdução
A igreja será apenas uma instituição humana se não tiver a visão de Jesus Cristo para o contexto e a realidade histórica na qual está inserida.

Falar dos objetivos da igreja em contraposição as megatendências da pós-modernidade e o modismo quanto a quebra de paradigmas que resultam na perda da identidade doutrinária, do mundanismo que gera a mundanalidade incrustada na igreja pela relativização da ética cristã, arrefecendo a autoridade da igreja em sua ação reformadora no mundo, Efésios 3.10.

A igreja deve interagir na história, não andar a reboque da historieta escrita nos alfarrábios desta geração corrompida e perversa. Somos o povo do Deus que é Senhor da história e que se manifesta através da história. A igreja é manifestação de Deus na história. Não podemos nos contentar em causar impacto na história com os nossos escândalos ou com a nossa inércia contemplativa enquanto o céu não vem. É imperativo fazermos diferença no mundo, escrevendo a história da salvação na vida das pessoas e para isto, é imperioso resgatarmos a relevância da igreja no contexto sociocultural em que trilhamos a jornada da santificação.

Mas amados, a igreja só será relevante para o mundo e para o Reino, fazendo verdadeira diferença neste mundo com Agência reformadora de Deus, quando...

1. Estivermos preocupados com a vontade do Mestre e não com a nossa própria vontade – (Vs. 17).

Devemos evitar a visão antropocêntrica e buscarmos uma visão horizonal, cristocêntrica, cristológica e cristossímel.

"Onde queres" – Théleis, vontade ativa, soberana. A vontade decisiva e decisória de Deus onde não cabe relativizações ou negociatas, apenas a submissão.

Os anseios e vontades humanas desembocam sempre no hedonismo ou nas guerras cruentas e desumanas. Só a vontade de Deus para a igreja é "boa, agradável e perfeita", Romanos 12.1.

Como Jesus, devemos admitir nossa humanidade em sua plenitude mas sempre orando: "não se faça a minha vontade, mas a tua", Lucas 22.42.

2. Estivermos conscientes da brevidade do tempo da salvação – (Vs. 18).

O tempo da Deus é kairós, eterno, infinito, e não kronos, limitado, mensurado e controlado pelo homem, como se fossemos senhores do tempo.

Na dispensação da igreja, da graça salvadora, o tempo é sempre presente, é hoje, e a pregação deve ser levada a efeito "a tempo e fora de tempo", 2 Timóteo 4.2.

Vale ressaltar a expressão "o Mestre diz". Mestre, didáskalos, alguém que ensina revestido de capacidade, honra e dignidade. Jesus, sendo Deus, é Senhor do tempo e fala com autoridade quanto a brevidade do tempo para a pregação do evangelho. "Meu tempo está próximo", diz o Mestre.

A Igreja não pode postergar a pregação. Não sabemos quando o Mestre voltará, Mateus 25.13. Estar preparados para adentrarmos com ele em sua glória implica em testemunho e pregação incessantes.

3. Nossos cultos se tornarem verdadeira celebração ao Cristo vivo, não à liturgia, à Denominação ou à Eclesiologia – (Vs. 18b e 19).

É imperioso buscarmos a consciência de libertação, Páscoa, e de celebração, de festa, de alegria e satisfação prezeirosa em nossos cultos, devido a presença do próprio Deus entre nós.

O texto não prevê sectarismo ou uniformidade. Não induz ao radicalismo ou ao êxtase emocional espiritualista esotericamente espiritualizado. Se quer, o texto aponta para um denominacionalismo desvairado e promotor de uma nefasta negligência ao que é bíblico em defesa de um hediondo tradicionalismo histórico-denominacional.

A festa, a Páscoa, era um memorial da libertação do Egito, da morte às mão do opressor, no sangue da remissão, Êxodo 12.14-17. Da mesma forma, nossos cultos devem ser verdadeira celebração pela e para salvação em Cristo. Uma festa alegre e vívida em gratidão pela libertação do pecado que nos é outorgada por Cristo.

Devemos buscar a consciência de que o Senhor está em seu trono de glória para receber de nós um culto "vivo, santo e agradável", Romanos 12.1, resultado de mentes renovadas em Cristo no entendimento dos mistérios da salvação, 1 Coríntios 2.14-16.

Se perseguimos palco, apresentações e números especiais, ou se queremos vislumbrar os nossos olhos com feitos pitorescos ou com manifestações pneumotécnicas, aqui não é nosso lugar.

4. Somos contristados pela possibilidade de sermos o traidor – (Vs. 21 e 22).

Qual a nossa reação diante da expressão "um de vós me trairá". Somos assolapados pela consciência de pecado que desemboca no arrependimento ou permanecemos insensíveis e nada nos impulsiona à santidade?

A expressão do verso 21, "me entregará", no original, denota que Jesus bem sabia das intenções daqueles que o perseguiam. É assombroso que muitos crentes não sintam o sabor amargo de pecado como sentiram Moisés, Jacó, Isaías, Jeremias, Pedro, Paulo e muitos outros indicados no Texto Sagrado, insistindo nos passos de Caim e na decisão diabólica tomada por Judas Iscariotes, persistindo na traição.

Muitos, mesmo estando diante de Jesus e sendo desafiados ao arrependimento, não conseguem olhar para Jesus e identificá-lo com Senhor absoluto de todas as coisa, Kírios, admitindo-o apenas como rabi, mestre da lei, o que não é uma característica da personalidade de Jesus.

No culto verdadeiro Deus sempre manifesta sua glória, Isaías 6.1-8, e se nos dispomos à perfeita adoração, sempre somos levados à contrição e ao arrependimento, a fim de que dediquemos nossas vidas em perfeito louvor, evidenciado na proclamação do evangelho de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Retirar-se do culto sem experimentar restauração santificadora, permanecendo na inércia petrificada do comodismo, é constituir-se em traidor.

Em quinto e último lugar, afirmo que a igreja fará diferença no mundo e resgatará sua relevância e autoridade na pregação quando...

5. O sangue do pacto promover aliança de compromisso em nós – (Vs. 28).

Como igreja, se buscamos relevância para a sociedade, se pretendemos fazer a diferença já em nosso tempo, profetizando um futuro melhor, não podemos permanecer aguilhoados ao pelourinho do pecado e dissociados pelo preconceito que ressalta as idiossincrasias. Se somos igreja, devemos vivenciar íntima comunhão, irmanados em Jesus Cristo, Efésios 2.14-18 e 1 João 4.20.

O sangue do pacto foi derramado "para a remissão de pecados", para cobrir e apagar o escrito de culpa que recaia sobre nós, Colossenses 2.14, para nos reconciliar com Deus, 2 Coríntios 5.18 e 19, fazendo-nos um só povo, Efésios 4.4 e conjugando-nos em só coração, Atos 4.32. Não divisionismo ou sectarismo autofágico e se quer, para um preconceito satanicamente beatificado pelo denominacionalismo coercitivo.

O sangue que "nos purifica de todo o pecado", a partir do arrependimento e da confissão sincera diante de nosso Advogado e único mediador, Jesus Cristo, l João 1.8, 2.2 e 1 Timóteo 2.5, nos impõe a comunhão que afaga o coração e acarinha o aflito e o existencialmente desesperançado. Pelo que, a igreja deve retirar-se do templo, após o culto prestado, restaurada, perdoada, transbordando em amor e alegria e amalgamada no sangue de Jesus Cristo.

Todo o nosso pecado e preconceito devem ser abandonados aos pés da cruz de Cristo, o Cristo que "é tudo em todos", Colossenses 3.11.

Conclusão

Se não identificamos estas cinco assertivas em nossa expressão cúltica e identidade doutrinária e denominacional, corremos o risco de sermos vitimados por descomunal aridez teológica, eclesiológica e doutrinária. Nos tornaremos insipientes, insignificantes e dispensáveis ao homem que carece de salvação e não de liturgias, eventos sociais ou verdadeiros shows pseudo-espirituais aromatizados com essência de enxofre, não com o hálito do Espírito Santo.

Sejamos igreja. Corpo vivo de Cristo. Submissos a ordem do Mestre e conscientes da brevidade do tempo para a salvação. Sejamos igreja que festeja a vitória de Cristo na Cruz e que é contristada pela consciência de pecado. Sejamos igreja santa e poderosa na evangelização para que desfrutemos as benesses do perdão, do amor e da comunhão íntima, expressão inconteste da nossa reconciliação com Deus em Cristo Jesus.

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